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segunda-feira, 18 de março de 2013

Deputado cobra reajuste de servidores e acha estranho o silêncio dos sindicalistas


Política
Publicada em 17/03/2013 15:33:13
O vice-líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, deputado Carlos Gaban  (DEM), voltou a cobrar do governo da Bahia o pagamento do reajuste dos salários dos servidores do Estado, que deveria ter sido feito desde janeiro.
Segundo ele, o governo encerrou o ano com uma sobra de R$ 426,8 milhões nas despesas com pessoal e, consequentemente, "poderia ter dado um reajuste maior aos servidores públicos estaduais do que foi concedido" em 2012.
De acordo com o parlamentar, os gastos com pessoal no ano passado (44,02%) foram inferiores a 2011 (44,41%).
Outro dado apresentado por Gaban foi o incremento de arrecadação nos dois primeiros meses de 2013 em relação ao mesmo período de 2012, um acréscimo de R$ 300 milhões e R$ 180 milhões, respectivamente. Segundo o vice-líder da oposição, a expectativa é de um crescimento de R$ 250 milhões a mais neste mês em relação a março do ano passado.
"Isso prova que o governo ainda não encaminhou o projeto de reajuste dos servidores a esta Casa por uma simples falta de interesse e comprometimento com a valorização da classe. O que eu estranho é o silêncio de todos os sindicatos, com exceção dos auditores fiscais, que colocaram uma nota paga nos jornais cobrando o pagamento dos salários, e da classe médica, que também mostrou insatisfação em uma manifestação um pouco mais tímida", observou Gaban.
O deputado acredita que os líderes sindicais estejam confundindo alinhamento político com o governo do PT, com o exercício da atividade sindical. "Não critico o alinhamento político, mas sim quando ele passa a prejudicar os servidores públicos. É preciso que ocorra a devida cobrança dos presidentes dos sindicatos, já que foram eleitos para defender a categoria que cada um representa", defendeu Gaban.
Prêmio é criticado
O lançamento do Prêmio Destaque Policial, que irá gratificar, em dinheiro, os profissionais que cumprirem metas estipuladas, foi criticado pelo deputado Carlos Gaban. O parlamentar acusou o governador de "tentar enganar os policiais baianos ao apresentar como novidade uma lei aprovada pela Casa em dezembro de 2011 - projeto de lei nº12.371/11 -, que, entre outras coisas, “estabelece regras para Concessão do Prêmio por Desempenho Policial”.
Gaban, que também é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Casa, explicou que a aferição do prêmio se daria em 2011, com efeitos financeiros a partir de 2012. O deputado concluiu que a gratificação do desempenho policial já deveria ter sido paga desde o ano passado, mas isso não aconteceu, apesar das taxas de homicídio em 2011 ter apresentado uma redução de 5,39% com relação a 2010, conforme estatística da própria Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP).
"E agora vem o governo apresentar como novidade um projeto que a Assembleia Legislativa aprovou há dois anos. Que lançamento é esse? Será que nenhum dos 63 deputados se lembra mais do que foi aprovado nesta Casa em 2011? Será que isso deixa satisfeita a Polícia Militar? Essa inquietação da corporação não é a toa", considerou Gaban.
O parlamentar observou ainda que o prêmio agora só poderá ser concedido em 2014, caso haja uma redução dos índices de violência em 2013, já que, no ano passado, somente em Salvador e região metropolitana, as ocorrências policiais apresentaram crescimento significativo em ralação a 2011.
"Isso sem contar o atual nível de criminalidade, que está fora de controle. Somente este ano, já tivemos mais de 440 homicídios em Salvador. Os policiais estão sendo prejudicados e enganados pelo governo, que está usando essa gratificação como novidade, quando já deveria estar pagando a esses profissionais", concluiu.

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