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Presidente de enviar uma carta reiterando o convite para que o novo pontífice esteja presente ao evento
13.03.2013 | Atualizado em 13.03.2013 - 21:03
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Estadão Conteúdo
A escolha do argentino Jorge Mario Bergoglio para
papa demonstra o reconhecimento da Igreja à América Latina, disse nesta
quarta-feira o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da
República, Gilberto Carvalho. O governo brasileiro aguarda a vinda do
pontífice para a Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá de 23 a 28
de julho no Rio de Janeiro.
“A presidenta Dilma manifestou nossa satisfação
pela escolha do papa Francisco, e nós temos de nos alegrar muito como
latino-americanos. Este é o primeiro aspecto para nós, da maior
importância: o fato histórico de termos pela primeira vez um papa do
nosso continente, que é o continente hoje com o maior contingente de
católicos no mundo”, disse Carvalho.
“O continente começa a ter, finalmente,
reconhecimento e uma influência nos destinos da Igreja Católica.” Em
nota, a presidente Dilma Rousseff disse que “o Brasil acompanhou com
atenção o conclave e a escolha do primeiro papa latino-americano”,
congratulando Francisco. “É com expectativa que os fiéis aguardam a
vinda do papa Francisco I ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da
Juventude, em julho. Essa visita, em um período tão curto após a escolha
do novo pontífice, fortalece as tradições religiosas brasileiras e
reforça os laços que ligam o Brasil ao Vaticano.”
De acordo com Carvalho, a presidente Dilma Rousseff
deverá enviar uma carta reiterando o convite para que o novo pontífice
esteja presente ao evento. Na agenda oficial, estão previstos pelo menos
dois encontros da presidente com o novo papa durante a jornada: o
primeiro encontro ocorreria no Palácio Laranjeiras, onde haveria uma
reunião privativa; e, o segundo, na missa principal, em Guaratiba. “O
Brasil é um país laico, um estado laico, mas isso não quer dizer que é
um Estado ateu, respeita todas as religiões, todas as opiniões
democraticamente, então não nos cabe fazer considerações. Para nós, o
mais importante são as convergências que podemos ter entre um projeto de
país e a Igreja Católica ou as igrejas em geral”, disse Carvalho.
Questionado se o Palácio do Planalto espera
estreitar as relações com o Vaticano, Carvalho respondeu: “O Planalto
espera manter o padrão de relações que nós temos, que é extraordinário.
Temos comparecido, sempre que convidados, a todas cerimônias no
Vaticano, nos honramos com nossos representantes em Roma, com nossos
cardeais”.
O governo brasileiro foi criticado por ter demorado a
se pronunciar sobre a renúncia de Bento XVI - uma demora que foi
encarada como uma resposta a confrontos passados entre a presidente e a
Igreja. Durante a campanha eleitoral de 2010, Dilma foi questionada por
setores conservadores sobre suas posições relacionadas ao aborto. Um
assessor palaciano destacou que a nota endereçada ao novo papa possui um
tom mais efusivo que a anterior, encaminhada a Bento XVI.
Para o ministro Gilberto Carvalho, o fato de um
brasileiro não ter sido eleito papa não deve causar frustração. “Não é
um campeonato (de futebol). Claro que a nossa alegria seria muito
grande, se fosse um papa brasileiro. Certamente ser argentino vai
provocar muitas brincadeiras entre o povo brasileiro, mas eu quero dizer
que o povo argentino é um povo para nós cada vez mais próximo, amigo,
fraterno. As nossas diferenças no futebol vamos resolver no campo
específico.”
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