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quinta-feira, 21 de março de 2013

Mãe adotiva veio de SP e está em Monte Santo, diz advogada

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Apesar de estar na cidade, defensora nega que médica esteja assediando família

20.03.2013 | Atualizado em 20.03.2013 - 22:39
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Foto: Reprodução
Mãe adotiva está na cidade baiana
Da Redação
A mulher que teve a guarda biológica da fiha caçula da dona de casa Silvânia da Silva está em Monte Santo, no interior da Bahia, segundo confirmou a advogada  Lenora Panzetti ao G1. A médica Letícia Fernandes está na cidade há três dias acompanhada de um amigo, mas não tem nenhum envolvimento nos casos de assédio denunciados por Silvânia, que recebeu da Justiça novamente a guarda dos cinco filhos. A família se reuniu de volta em Monte Santo em dezembro de 2012.
“Não existe impedimento legal para que ela esteja lá. Se ela foi, foi por conta própria. E o fato de ela estar na mesma cidade não significa que tenha havido assédio ou tentativa de sequestro, como foi levantado levianamente”, diz Panzetti.
A advogada disse que a médica resolveu ir de Indaiatuba para Monte Santo sem consultá-la porque tem recebido informações de que a criança mais nova, de quem teve a guarda por 1 ano e 8 meses, estaria com problemas de saúde. Para a defensora, a cliente está no seu direito de "ir e vir".
Assédio
Silvânia procurou a delegacia da cidade de Monte Santo para denunciar o assédio que está sofrendo e que tem causado insegurança a sua família.
Na semana passada, Silvânia diz que começou a ser assediada por pessoas estranhas. Um homem que dizia querer comprar um terreno com o marido dela começou a fazer perguntas sobre seus filhos. Três dias depois, uma mulher entrou na escola dos filhos e tentou fazer com que uma das crianças conversasse pelo celular com uma pessoa que estava em São Paulo.
O homem que a abordou sobre o terreno teria sido reconhecido por uma amiga de Silvânia como uma pessoa que frequenta comunidades virtuais contra a volta das crianças para Monte Santo.
O juiz que determinou o retorno das crianças, Luiz Cappio, hoje em Euclides da Cunha, conversou sobre o caso com a TV Bahia. "Essas famílias paulistas estão desobedecendo sentenças que eu proferi em processos, sentenças que estão em valor. As famílias estão desobedecendo de forma sistemática (a decisão judicial). Estão conseguindo deixar a família em pânico", disse.
O delegado Elísio Araújo Ramos, titular de Monte Santo, vai começar a ouvir testemunhas do caso de assédio na sexta. O Cedeca também acompanha o caso.
Segundo pessoas que acompanham o caso, as famílias paulistas usam a internet para tentar atacar Silvânia e a família de Monte Santo. Uma denúncia sobre essa ação na internet já foi feita em fevereiro ao Ministério Público da Bahia.

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