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Apesar de estar na cidade, defensora nega que médica esteja assediando família
20.03.2013 | Atualizado em 20.03.2013 - 22:39
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Foto: Reprodução
Mãe adotiva está na cidade baiana
Da Redação
A mulher que teve a guarda biológica da fiha caçula
da dona de casa Silvânia da Silva está em Monte Santo, no interior da
Bahia, segundo confirmou a advogada Lenora Panzetti ao G1. A médica
Letícia Fernandes está na cidade há três dias acompanhada de um amigo,
mas não tem nenhum envolvimento nos casos de assédio denunciados por
Silvânia, que recebeu da Justiça novamente a guarda dos cinco filhos. A
família se reuniu de volta em Monte Santo em dezembro de 2012.
“Não existe impedimento legal para que ela esteja
lá. Se ela foi, foi por conta própria. E o fato de ela estar na mesma
cidade não significa que tenha havido assédio ou tentativa de
sequestro, como foi levantado levianamente”, diz Panzetti.
A advogada disse que a médica resolveu ir de
Indaiatuba para Monte Santo sem consultá-la porque tem recebido
informações de que a criança mais nova, de quem teve a guarda por 1 ano e
8 meses, estaria com problemas de saúde. Para a defensora, a cliente
está no seu direito de "ir e vir".
Assédio
Silvânia procurou a delegacia da cidade de Monte Santo para denunciar o assédio que está sofrendo e que tem causado insegurança a sua família.
Silvânia procurou a delegacia da cidade de Monte Santo para denunciar o assédio que está sofrendo e que tem causado insegurança a sua família.
Na semana passada, Silvânia diz que começou a ser
assediada por pessoas estranhas. Um homem que dizia querer comprar um
terreno com o marido dela começou a fazer perguntas sobre seus filhos.
Três dias depois, uma mulher entrou na escola dos filhos e tentou fazer
com que uma das crianças conversasse pelo celular com uma pessoa que
estava em São Paulo.
O homem que a abordou sobre o terreno teria sido
reconhecido por uma amiga de Silvânia como uma pessoa que frequenta
comunidades virtuais contra a volta das crianças para Monte Santo.
O juiz que determinou o retorno das crianças, Luiz
Cappio, hoje em Euclides da Cunha, conversou sobre o caso com a TV
Bahia. "Essas famílias paulistas estão desobedecendo sentenças que eu
proferi em processos, sentenças que estão em valor. As famílias estão
desobedecendo de forma sistemática (a decisão judicial). Estão
conseguindo deixar a família em pânico", disse.
O delegado Elísio Araújo Ramos, titular de Monte
Santo, vai começar a ouvir testemunhas do caso de assédio na sexta. O
Cedeca também acompanha o caso.
Segundo pessoas que acompanham o caso, as famílias
paulistas usam a internet para tentar atacar Silvânia e a família de
Monte Santo. Uma denúncia sobre essa ação na internet já foi feita em
fevereiro ao Ministério Público da Bahia.
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