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segunda-feira, 18 de março de 2013

Obras prometem desafogar Avenida Paralela


Dom , 17/03/2013 às 21:53 | Atualizado em: 17/03/2013 às 21:53

Luana Almeida

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    Imagem virtual adianta como ficará a Avenida Paralela
Tão logo seja dada a tão esperada ordem de serviço, a expectativa é de que em cerca de dez meses  a  Avenida Luís Viana Filho (Paralela) ganhe um sistema viário que inclui viadutos para interligá-la ao Imbuí, Boca do Rio, Stiep e outros bairros da orla. O objetivo principal  é diminuir  os longos congestionamentos causados pela passagem de estimados 240 mil veículos por dia. Este número corresponde a 28% da frota da capital baiana, que  hoje já alcança 829 mil veículos.
Tal fluxo de carros e ônibus conferiu à Avenida Paralela o primeiro lugar no ranking das vias mais movimentadas da cidade, seguida da Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô) e Tancredo Neves. Na lista das mais congestionadas, está na segunda posição, ficando atrás apenas da Avenida Antonio Carlos Magalhães (ACM).
A cargo da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), a obra  receberá um investimento de cerca de  R$ 71 milhões e contará ainda  com a implantação de vias marginais destinadas a ligar o Centro Administrativo da Bahia à Avenida Luís Eduardo Magalhães e  Imbuí.
De acordo com a arquiteta e consultora de trânsito e transporte, Cristina Aragon, um dos pontos positivos da obra está na criação de viadutos, o que reduzirá o número de retornos na avenida, que são responsáveis pela lentidão nas duas vias.
"A Paralela é  hoje  um dos principais eixos da cidade. No entanto, seu traçado foi concebido originalmente para ser uma via expressa. Com o passar do tempo e com o aumento do fluxo de veículos, essa finalidade inicial foi deturpada", explicou.
Para Aragon, futuramente, a Paralela pode voltar a funcionar como via expressa, o que deve reduzir os congestionamentos e retenções, tão visíveis no local.
Na opinião do arquiteto e urbanista Flávio Teixeira, o principal benefício das novas pistas será a fluidez do trânsito nas pistas internas do bairro do Imbuí.
Para o urbanista, o grande movimento de veículos no local foi responsável pela descaracterização do bairro. "Hoje, é difícil conceber que o Imbuí algum dia tenha sido um bairro estritamente residencial. O grande fluxo de carros e a utilização das vias internas como acesso à Paralela e à orla têm descaracterizado o bairro com o decorrer dos anos", disse.
Transporte público - Paralelamente à realização das obras viárias, a consultora Cristina Aragon acredita ser necessário investimentos no transporte público. "Estão sendo pensadas faixas exclusivas para ônibus, que devem servir de integração com a nova linha do metrô, prevista para se estender até Lauro de Freitas. Por isso, é necessário pensar em uma política de melhoria do transporte público, que dê condições ao cidadão para trocar o carro particular pelo transporte coletivo", afirmou.
Para o urbanista Flávio Teixeira, além de investimentos na melhoria da frota já existente e no aumento do número de ônibus,  é importante que o projeto contemple espaços para o trânsito de pedestres, como passarelas e calçadões e demais equipamentos. Teixeira ressalta também a importância da criação de ciclovias que, segundo o urbanista, são as melhores soluções urbanas para desafogar o trânsito nas cidades grandes nos dias atuais.
"Oferecer ao pedestre e ao ciclista condições para trafegar de forma segura é essencial. É preciso trabalhar em cima dessas soluções, que são mais baratas, sustentáveis e menos agressivas ao espaço urbano", disse.

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