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quarta-feira, 6 de março de 2013

Diesel fica 5% mais caro nas refinarias


Economia
Publicada em 05/03/2013 21:19:15
O reajuste de 5% no preço de venda do diesel nas refinarias, começa a  vigorar a partir de 0 hora dessa quarta-feira (6/3).
O preço do diesel, sobre o qual incide o reajuste anunciado, não inclui os tributos federais CIDE e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.
Segundo informações da Petrobras, o reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que "busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo".
O anúncio veio em seguida à informação de que a Petrobras alcançou nos dias 2 e 3 de março de 2013 recordes históricos de processamento em suas refinarias no Brasil. A carga total processada foi de 2,120 milhões barris/dia, que representa 10 mil barris/dia superior ao recorde anterior, alcançado em 1º de janeiro de 2013.
Esse desempenho contribuiu para a redução das importações de derivados.
Em janeiro
A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil atingiu, em janeiro, a média de 2.368 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). A produção total, incluída a parte operada pela empresa para seus parceiros, foi de 2.455 mil boed. Esse volume indica um decréscimo de 2,5% em relação à produção de dezembro.

O volume total produzido pela Petrobras no Brasil, somado à produção da empresa no exterior, atingiu a média de 2.611 mil (boed), apresentando uma redução de 2,7% em relação a dezembro de 2012.

A produção exclusiva de petróleo  (óleo mais Líquido de Gás Natural - LGN) da Petrobras no Brasil, em janeiro, foi de 1.965 mil barris por dia (bpd), resultado 3,3% inferior ao alcançado em dezembro do ano passado. Somado à parcela operada pela empresa para seus parceiros, no país, esse volume chega a 2.010 mil bpd.

A queda do volume produzido decorreu, principalmente, do encerramento da produção da plataforma semissubmersível SS-11, que operava o Sistema de Produção Antecipada (SPA) no campo de Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos, para preparar a entrada em operação do FPSO Cidade de Itajaí, no mesmo local; do término do Teste de Longa Duração na área de Oliva, no pós-sal da Bacia de Campos; de parada programada, para manutenção, da plataforma P-33; e de problemas operacionais na P-53 (Marlim Leste) e no FPSO Capixaba (Parque das Baleias), na Bacia de Campos.

A queda da produção foi parcialmente compensada pelo início da operação do FPSO Cidade de São Paulo no projeto-piloto de Sapinhoá, em 5 de janeiro, e pelo crescimento progressivo da produção do FPSO Cidade de Anchieta no campo de Baleia Azul, no pré-sal da Bacia de Campos.

A produção de gás natural - sem liquefeito - dos campos da companhia no Brasil alcançou 64.090 mil metros cúbicos por dia, mantendo-se nos mesmos níveis do mês anterior. A produção total de gás, incluída a parte operada pela empresa para seus parceiros, foi de 70.809 mil metros cúbicos por dia.

A produção total no exterior foi de 243.436 boed, correspondendo a um crescimento de 0,4% em relação ao mês anterior. Desse total, 149.287 barris diários foram de petróleo, representando um aumento de 2,8% na comparação com o mês anterior, devido à retomada total de produção do campo de Akpo, na Nigéria, após parada programada para manutenção da plataforma de produção.

A produção internacional de gás natural chegou a 15.996 mil metros cúbicos/dia, 3,3% abaixo do volume produzido em dezembro de 2012. A queda da produção decorreu do fechamento dos poços nos campos de Aguada de La Arena e El Mangrullo, localizados na Argentina, por causa de fortes chuvas no local e de menor demanda pelo gás boliviano.

A produção total do mês, no Brasil, informada à ANP, foi de 9.386.946,65 m³ de óleo e 2.313.026,53 mil m³ de gás em janeiro de 2013. Essa produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora.
Pré-sal
A produção de petróleo nos campos operados pela Companhia na província do pré-sal nas bacias de Santos e Campos atingiu, no dia 20 de fevereiro, a marca de 300 mil barris de petróleo por dia (bpd). Desse volume, 83% (249 mil bpd) correspondem à parcela da Petrobras e o restante, à das empresas parceiras da Companhia nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.

A produção de 300 mil barris por dia foi alcançada sete anos, apenas, depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006. Um intervalo de tempo inferior ao que foi necessário para se chegar ao mesmo patamar em outras importantes áreas de produção marítima no mundo.

Na porção americana do Golfo do México, por exemplo, foram necessários 17 anos, depois da primeira descoberta, para se alcançar a produção de 300 mil barris de petróleo por dia. Na Bacia de Campos, foram 11 anos. E no Mar do Norte, nove.

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