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quarta-feira, 6 de março de 2013

População busca alternativas para driblar congestionamento


Qua , 06/03/2013 às 07:58 | Atualizado em: 06/03/2013 às 07:58

Paula Pitta

  • Eduardo Martins | Ag. A TARDE
    Paralela é um dos principais gargalos do trânsito na cidade
Salvador com sua frota de 744.590 mil veículos não chega perto de São Paulo, que tem 6.795.228 mil veículos, de acordo com levantamento de dezembro de 2012 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Mas a sensação do aposentado paulista Vanderlei Santos Nogueira, 62 anos, que divide a residência entre Salvador e a capital do estado natal, é que "está quase como lá". Vanderlei enfrenta congestionamento todos os dias para sair de casa pela Avenida ACM, ir se exercitar no Dique do Tororó e chegar à casa da noiva acessando a região do Iguatemi. Para driblar essa rotina de para e acelera nos engarrafamentos, Vanderlei tenta desviar dos congestionamentos.
O aposentado não é o único nessa labuta diária de escapar da lentidão no trânsito de Salvador. Usar rotas de fuga, mudar os horários de saída e utilizar meios de transporte alternativo são estratégias de muitos soteropolitanos que circulam pela cidade. Se você mora no "olho do furacão" pior ainda. Esse é o caso do analista de sistema André Santos, de 26 anos, que mora na Avenida Paralela, por onde passam 240 mil veículos por dia e que é um dos principais gargalos do tráfego na cidade. Para se deslocar, André faz como Vanderlei e busca rotas de fuga. "Tento entrar pelos bairros. Para quem conhece os caminhos, essa é uma boa opção, já que sair mais cedo já não adianta mais", diz o rapaz.
A comerciante Ana Maia, 36 anos, que mora no Imbuí, bairro que tem como acessos a Avenida Paralela ou Orla, dois pontos críticos no trânsito de Salvador, também é adepta da rota de fuga. "A Paralela tem horas que ninguém passa, então busco outras alternativas, como sair pelo Curralinho, no Imbuí", explica. A comerciante também utiliza outra estratégia de escape no seu dia a dia: "Uso mototáxi, mas ainda tem poucos na cidade. Eles intensificam no Carnaval, mas deveria ser mais frequente, porque ajuda a escapar do engarrafamento".

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