Mundo
por
Renata Giraldi/Agência Brasi
Publicada em 06/03/2013 08:00:05
O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assume o governo
interinamente e em 30 dias serão realizadas eleições presidenciais. A
decisão foi anunciada na madrugada desta quarta-feira (6/3) pelo
ministro das Relações Exteriores, Elías Jaua.
Maduro, segundo pesquisas de intenção de voto, aparece na liderança, seguido pelo governador de Miranda, Henrique Capriles, que foi derrotado nas eleições de outubro pelo presidente Hugo Chávez.
Não há detalhes sobre a data exata das eleições na Venezuela. Nos últimos meses, os aliados de Chávez e a oposição apresentaram interpretações divergentes sobre a Constituição, em caso da morte do presidente da República – que foi reeleito em outubro para o quarto mandato.
Capriles apelou ao governo para seguir a Constituição. “[Espero que o governo venha a] agir estritamente no âmbito do seu dever constitucional", disse ele. A oposição alega que a Constituição estabelece que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, assuma o governo em caso da morte do presidente.
Em dezembro, antes de seguir para Cuba, para a quarta cirurgia destinada à retirada de um tumor maligno na região pélvica, Chávez recomendou à população que Maduro assumisse o governo se ele ficasse incapacitado. Na ocasião, a orientação de Chávez causou surpresa.
A Constituição determina que o presidente da Assembleia Nacional assuma o poder se o presidente morrer antes de tomar posse. Chávez não compareceu à posse agendada para 10 de janeiro, mas o Supremo Tribunal aprovou um adiamento e decidiu que não haveria interrupção entre governos.
O ministro das Relações Exteriores, Elias Jaua, anunciou que a Venezuela terá uma semana de luto. Por sete dias, estão suspensas as atividades escolares nas instituições públicas e privadas. O enterro de Chávez ocorrerá sexta-feira (8).
A cerimônia está marcada para as 10h (hora local, 12h30 no horário de Brasília) na Academia Militar da Venezuela, em Caracas. Antes da cerimônia fúnebre oficial, para a qual são esperados chefes de Estado da América Latina, a população venezuelana poderá prestar as últimas homenagens a Chávez. O governo da Venezuela ainda não informou em que local o corpo do presidente será enterrado.
Vários presidentes latino-americanos já manifestaram, por meio de redes sociais, que irão ao velório de Chávez. A presidente Dilma Rousseff cancelou uma viagem que faria à Argentina nessa quinta-feira (7) e deverá comparecer ao funeral do líder venezuelano.
Chávez morreu ontem (5) em Caracas, aos 58 anos, vítima de complicações de um câncer na região pélvica. Em dezembro do ano passado, ele foi submetido a uma cirurgia em Havana, capital cubana. Suas últimas imagens, em fotos ao lado das filhas no hospital, foram divulgadas há duas semanas.
Dilma Rousseff lamenta
Após dizer que a perda do líder venezuelano deixará um vazio na história e no coração da América Latina, a presidente Dilma Rousseff reiterou o pesar em uma nota publicada no blog do Palácio do Planalto.
No texto, Dilma diz que as mudanças pelas quais a Venezuela passou nos últimos anos fizeram de Chávez uma referência não só para o país, mas para a América Latina. “As transformações econômicas, sociais e políticas que Chávez conduziu, nos últimos 14 anos, na Venezuela, fizeram desse grande líder a mais importante referência da história daquele país e o projetaram em toda a América Latina e o Caribe”.
A presidente também destaca a contribuição de Chávez para o fortalecimento das relações multilaterais na região e diz que o venezuelano foi o responsável pela criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Na nota, Dilma reforçou o elogio à generosidade do presidente venezuelano e destacou a amizade entre os governos do Brasil e da Venezuela durante a gestão Chávez.
“O governo e o povo brasileiros perdem um grande amigo, cuja coragem, generosidade e calor humano irmanaram a Venezuela e o Brasil como nunca antes em nossas histórias. Hugo Chávez viverá na memória de venezuelanos, brasileiros e latino-americanos e será uma eterna referência para toda a América Latina”, diz o texto.
Maduro, segundo pesquisas de intenção de voto, aparece na liderança, seguido pelo governador de Miranda, Henrique Capriles, que foi derrotado nas eleições de outubro pelo presidente Hugo Chávez.
Não há detalhes sobre a data exata das eleições na Venezuela. Nos últimos meses, os aliados de Chávez e a oposição apresentaram interpretações divergentes sobre a Constituição, em caso da morte do presidente da República – que foi reeleito em outubro para o quarto mandato.
Capriles apelou ao governo para seguir a Constituição. “[Espero que o governo venha a] agir estritamente no âmbito do seu dever constitucional", disse ele. A oposição alega que a Constituição estabelece que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, assuma o governo em caso da morte do presidente.
Em dezembro, antes de seguir para Cuba, para a quarta cirurgia destinada à retirada de um tumor maligno na região pélvica, Chávez recomendou à população que Maduro assumisse o governo se ele ficasse incapacitado. Na ocasião, a orientação de Chávez causou surpresa.
A Constituição determina que o presidente da Assembleia Nacional assuma o poder se o presidente morrer antes de tomar posse. Chávez não compareceu à posse agendada para 10 de janeiro, mas o Supremo Tribunal aprovou um adiamento e decidiu que não haveria interrupção entre governos.
O ministro das Relações Exteriores, Elias Jaua, anunciou que a Venezuela terá uma semana de luto. Por sete dias, estão suspensas as atividades escolares nas instituições públicas e privadas. O enterro de Chávez ocorrerá sexta-feira (8).
A cerimônia está marcada para as 10h (hora local, 12h30 no horário de Brasília) na Academia Militar da Venezuela, em Caracas. Antes da cerimônia fúnebre oficial, para a qual são esperados chefes de Estado da América Latina, a população venezuelana poderá prestar as últimas homenagens a Chávez. O governo da Venezuela ainda não informou em que local o corpo do presidente será enterrado.
Vários presidentes latino-americanos já manifestaram, por meio de redes sociais, que irão ao velório de Chávez. A presidente Dilma Rousseff cancelou uma viagem que faria à Argentina nessa quinta-feira (7) e deverá comparecer ao funeral do líder venezuelano.
Chávez morreu ontem (5) em Caracas, aos 58 anos, vítima de complicações de um câncer na região pélvica. Em dezembro do ano passado, ele foi submetido a uma cirurgia em Havana, capital cubana. Suas últimas imagens, em fotos ao lado das filhas no hospital, foram divulgadas há duas semanas.
Dilma Rousseff lamenta
Após dizer que a perda do líder venezuelano deixará um vazio na história e no coração da América Latina, a presidente Dilma Rousseff reiterou o pesar em uma nota publicada no blog do Palácio do Planalto.
No texto, Dilma diz que as mudanças pelas quais a Venezuela passou nos últimos anos fizeram de Chávez uma referência não só para o país, mas para a América Latina. “As transformações econômicas, sociais e políticas que Chávez conduziu, nos últimos 14 anos, na Venezuela, fizeram desse grande líder a mais importante referência da história daquele país e o projetaram em toda a América Latina e o Caribe”.
A presidente também destaca a contribuição de Chávez para o fortalecimento das relações multilaterais na região e diz que o venezuelano foi o responsável pela criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Na nota, Dilma reforçou o elogio à generosidade do presidente venezuelano e destacou a amizade entre os governos do Brasil e da Venezuela durante a gestão Chávez.
“O governo e o povo brasileiros perdem um grande amigo, cuja coragem, generosidade e calor humano irmanaram a Venezuela e o Brasil como nunca antes em nossas histórias. Hugo Chávez viverá na memória de venezuelanos, brasileiros e latino-americanos e será uma eterna referência para toda a América Latina”, diz o texto.
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